Lavar as mãos reduz em até 80% risco de infecção hospitalar

I Jornada em Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa de Campo Grande alerta que medidas simples de prevenção reduzem significativamente os casos de infecção hospitalar

Durante três dias mais de 160 profissionais da área de saúde de Mato Grosso do Sul e de Campo Grande vão assistir a palestras sobre as várias formas de se prevenir a infecção hospitalar. Segundo a Comissão de Controle em Infecção Hospitalar (CCIH) da Santa Casa, que coordena a Jornada, a idéia do evento é melhorar a qualidade da assistência prestada, estimular o profissional da área de saúde a seguir as rotinas em controle de infecção hospitalar e padronizar as técnicas básicas de prevenção nas unidades hospitalares.

No primeiro dia de palestras a médica infectologista Cláudia Volpe, coordenadora do Serviço em Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa de Campo Grande alertou que medidas simples e de baixo custo para as instituições, como o ato de lavar as mãos com freqüência, podem reduzir em até 80% o risco que o paciente tem de contrair infecções hospitalares. Ela explica que infecção hospitalar é a infecção adquirida em 48 horas após a internação e que algumas pessoas estão mais predispostas a contrair infecções hospitalares por apresentarem um quadro de imunidade baixa ou mesmo doenças associadas como o diabetes.

As infecções hospitalares existem desde a fundação dos hospitais, no século III da era cristã. No dia 15 de maio de 1847 o médico austríaco Ignaz Semmelweis, após longos estudos, instiuiu que todo estudante ou médico, antes de entrar nas salas de clínica obstétrica, deveriam lavar as mãos em solução de ácido clórico, evitando assim, a proliferação de microorganismos que viessem a prejudicar a saúde das pacientes. Desde o final dos anos 60 o assunto tem sido objeto de constante preocupação e estudos sistematizados.

 

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