Palhamédicos capacitam voluntários

No primeiro dia de curso foram ministradas palestras sobre Cuidados Higiênicos com Paciente e Voluntários, com a médica sanitarista Elizabeth Nishikawa; Humanização Hospitalar, com a Enfermeira Cida Amaral; Atribuições e Responsabilidades dos Voluntários, com a diretora de voluntários da AACC, Cristina Scaff; e Desenvolvimento do Palhaço, com a palhamédica Cláudia Pinho.

Aos 46 anos Maria de Fátima Trajano é a Drª Epifânia Lexotina. Há dois anos a dona de casa atua como voluntária no Grupo Palhamédicos de Plantão. O nariz vermelho e o violino de brinquedo são os instrumentos de trabalho de Maria de Fátima, ou melhor, da Drª Epifânia. Para ela, participar do grupo é uma forma de resgatar a alegria das crianças que estão doentes. “Eu gosto, por isso continuo”, explica.

Adepta ao serviço voluntário, Maria de Fátima conta que muitas vezes faz o trabalho voluntário sozinha. “A gente passa alegria e recebe alegria“, conclui.

Outra voluntária é a acadêmica de psicologia Cláudia Pinha, 36.  Integrante dos Palhamédicos desde 2006, quando foi formada a primeira turma de voluntários, Cláudia conta que a mudança nas crianças que recebem as visitas desses divertidos personagens é imediata. “A nossa intenção é levar um pouco de atenção, carinho e cuidado para essas crianças que não podem dizer não ao tratamento médico”, afirma.

Os Palhamédicos atuam na Santa Casa de Campo Grande, e em outros hospitais da cidade, com o objetivo de levar alegria e solidariedade para as pessoas que estão hospitalizadas, em especial crianças.

Hoje, o grupo conta com apenas cinco palhamédicos atuantes, mas em breve esse número deve aumentar. Cerca de 65 voluntários participam de um treinamento para se formarem Palhamédicos, no auditório da Santa Casa.

O jornalista Aldo Cristino, 36, é um desses voluntários. Ele realiza serviços voluntários na área de conscientização para a auto-estima há 22 anos e conta que escolheu os Palhamédicos porque acredita que pode fazer as crianças que estão no hospital mais felizes.

“Entendo como um ato de amor e de divisão da felicidade. Nós somos muito egoístas e o voluntariado é um meio de enxergar o mundo de forma mais bonita”, finaliza.

Durante quatro sábados o grupo vai se encontrar e receber noções de como trabalhar como Palhamédicos. Marycleide Vasques, coordenadora do curso explica que é necessário ter uma certa postura para trabalhar como voluntário em hospitais, atuando em grupos como o dos Palhamédicos. “As nossas brincadeiras são diferenciadas, não podemos ter preconceitos e devemos ter muito respeito pelas crianças. Um bom exemplo é que durante as visitas nós só entramos no quarto onde a criança está internada se ela permite!”

 

uiatria