Trauma é debatido durante a “VI Jornada Médica da Santa Casa” 

Nos dias 19 e 20 de outubro de 2007, o Centro de Estudos Dr. Willian Macksoud realizou a “VI Jornada Médica da Santa Casa” e a “II Jornada do Trauma” no Auditório da Instituição. O evento contou com a presença de especialistas no atendimento ao trauma da Universidade de São Paulo e do município de Campo Grande.

  

Foi realizada nos dias 19 e 20 de outubro de 2007, a “VI Jornada Médica da Santa Casa” e a “II Jornada do Trauma”, que contou com a presença de especialistas no atendimento ao trauma, da Universidade de São Paulo e do município de Campo Grande.  

O evento trauma na cidade de Campo Grande foi amplamente debatido em mesa redonda, que contou com a presença de representantes da OAB, Polícia Militar, Detran, Agetran, Corpo de Bombeiros, Legislativo Municipal, Secretaria Municipal de Saúde e Promotoria da Justiça e Cidadania.

O trauma constitui hoje um dos principais problemas de saúde em países subdesenvolvidos, acometendo, na sua maioria, pessoas na fase mais produtiva da vida. O número de mortes é crescente e o número de sequelados muito maior, gerando transtornos familiares, sociais, econômicos, superlotando hospitais e exigindo tratamento de altíssimo custo.

No Hospital das Clínicas em São Paulo, o custo médio por atendimento a paciente traumatizado chega a R$ 70.000,00 (setenta mil reais). Podemos assim afirmar que, recursos necessários para outros atendimentos são gastos com os pacientes vítimas de traumas, que na sua maioria ocorrem no trânsito.

Entre as capitais do Brasil, Campo Grande é a terceira em número de acidentes de trânsito. Enquanto países desenvolvidos apresentam índices de acidentes de trânsito em torno de 10% do volume do atendimento hospitalar e em alguns deles com campanhas para baixar a zero, nossa cidade apresenta um índice de 30%.

Este valor é altíssimo, ocasionando um grande número de atendimento no pré-hospitalar, internações e cirurgias, com as vítimas chegando a ocupar 50% dos leitos hospitalares da Santa Casa, gerando superlotação do Pronto Socorro e UTI.

Sendo o evento trauma no trânsito totalmente evitável, a Mesa considerou como principais determinantes o consumo abusivo de álcool e questões ligadas à educação e à cultura de motoristas, motociclistas e pedestres.

Para o enfrentamento do problema, a Mesa foi unânime em apontar para a intersetorialidade das políticas públicas, como a principal estratégia. Deve-se perseguir a Política da Promoção da Saúde que tem como principal fundamento o fortalecimento de fatores protetores para evitar ou controlar riscos, e estimular capacidades para o exercício do auto cuidado e ajuda mútua, ou seja, desenvolver nos munícipes a responsabilidade com um estilo de vida saudável.

Como fator de mudança imediato temos somente a punição aos infratores e a proposta de instalação de fotossensores, que tenham parte de sua arrecadação doada a instituições que promovam a educação e atendimento a saúde de nossa população.

Foi consenso na Mesa a urgência de o município de Campo Grande desenvolver políticas intersetoriais que estimulem a cultura da paz, resgatando valores de solidariedade e tolerância, qualidades estas imprescindíveis quando se trata de trânsito.

    

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